Gentileza também se projeta

Um bairro que estimula caminhadas, uma calçada sombreada, um banco na esquina, uma fachada ativa: todos são exemplos de gentilezas que transformam o cotidiano e aumentam o valor de um lugar.

Na Dávila, chamamos de urbanismo de gentilezas essa abordagem que combina planejamento técnico, visão ambiental e sensibilidade humana.
Um modo de pensar o território em que as decisões projetuais são guiadas por valores como sustentabilidade, acessibilidade, mobilidade e pertencimento — porque cidades melhores não se constroem apenas com infraestrutura, mas com experiência de vida.

A base desse conceito é estratégica.
Um espaço urbano planejado com gentileza é também mais eficiente, seguro e valorizado.
Projetos que integram natureza, circulação e convívio reduzem custos futuros de manutenção, estimulam a vitalidade econômica local e fortalecem o senso de comunidade, elementos que têm impacto direto no desempenho social e imobiliário das cidades.

E os dados confirmam isso.
Estudos internacionais de caminhabilidade urbana (walkability) mostram que bairros projetados para o pedestre geram mais interações sociais, maior sensação de segurança e melhor desempenho econômico local.
O Institute for Transportation & Development Policy (ITDP), por exemplo, desenvolveu a ferramenta Pedestrians First usada por mais de mil cidades no mundo, que mede o grau de inclusão, mobilidade e vitalidade das áreas urbanas.
Quando o projeto urbano considera o pedestre, o comércio local prospera, a segurança aumenta e a saúde pública melhora.

Cidades como Pontevedra, na Espanha, eliminaram grande parte do tráfego de carros e redesenharam ruas para priorizar o caminhar. O resultado foi uma redução de 70% nos acidentes e um aumento expressivo na presença de pessoas nas áreas centrais.
Já o modelo das “cidades de 15 minutos”, adotado em Paris e discutido em várias capitais do mundo, mostra como o desenho urbano pode aproximar serviços e lazer da moradia, reduzindo deslocamentos e fortalecendo laços comunitários.

Esses exemplos reforçam um princípio que a Dávila aplica em seus projetos: gentileza urbana é eficiência e inteligência de longo prazo.

Mas a gentileza não é só resultado, ela é um método. Antes de desenhar, é preciso compreender o território: sua topografia, áreas de preservação, vocações naturais, fluxos e usos. Respeitar essas condicionantes é o primeiro passo para evitar passivos ambientais e transformar o que já existe em potencial de integração.

Por isso, o urbanismo de gentilezas é, ao mesmo tempo, técnico e humano. Ele parte do conhecimento, mas se realiza no cotidiano: quando a cidade convida as pessoas a circular, a conviver e a permanecer.

Mais do que um conceito estético, é uma estratégia de futuro — para cidades que acolhem, preservam e inspiram.

Plano Diretor: ferramenta estratégica para o futuro das cidades

O desenvolvimento das cidades não acontece de forma aleatória. Cada rua, bairro ou região urbana é resultado de diretrizes que orientam onde se pode construir, como ocupar o solo, quais áreas devem ser preservadas e quais precisam de investimento público. Essa lógica está organizada no Plano Diretor, instrumento fundamental de planejamento urbano previsto pela Constituição Federal e regulamentado pelo Estatuto da Cidade.

O que é o Plano Diretor

O Plano Diretor é uma lei municipal que define os rumos do crescimento urbano em curto, médio e longo prazo. Ele organiza o uso e a ocupação do solo, estabelece diretrizes para habitação, mobilidade, infraestrutura, saneamento, patrimônio cultural, meio ambiente, equipamentos urbanos, bem como o tratamento dos espaços públicos e privados. Seu objetivo é garantir que a cidade se desenvolva de forma equilibrada, democrática e sustentável.

Em resumo, é por meio do Plano Diretor que se decide, por exemplo:

  • onde a verticalização é permitida;
  • quais áreas podem receber usos mistos (residencial, comercial, serviços);
  • quais regiões devem ser prioritárias para transporte público e infraestrutura;
  • como preservar o patrimônio ambiental e cultural;
  • quais instrumentos de política urbana poderão ser aplicados para promover inclusão social e reduzir desigualdades.

 

Por que o Plano Diretor é estratégico

Para o poder público, o Plano Diretor é um mapa de decisões de investimento. Para a sociedade, é um pacto coletivo sobre como se deseja viver a cidade. Já para incorporadores, investidores e arquitetos, trata-se de um documento estratégico, que impacta diretamente a viabilidade e a valorização de projetos.

Compreender o Plano Diretor significa antecipar cenários: saber quais áreas da cidade tendem a se valorizar, quais terão incentivos para retrofit ou adensamento, onde estarão as oportunidades para novos usos e como cada projeto pode contribuir para um desenho urbano mais equilibrado.

O Plano Diretor e a Arquitetura

Na prática, o Plano Diretor é um guia essencial para a concepção de projetos arquitetônicos. Ele influencia desde a escala urbana até os detalhes de implantação de um edifício.

  • Potencial construtivo: define índices como coeficiente de aproveitamento, taxa de ocupação e gabarito de altura, que determinam o volume possível de cada projeto.
  • Usos permitidos: orienta a função dos edifícios — residencial, comercial, serviços, institucional ou misto.
  • Diretrizes de inserção urbana: traz parâmetros sobre recuos, alinhamentos, fachadas ativas, permeabilidade do solo e integração com o espaço público.
  • Sustentabilidade e inovação: cada vez mais, o Plano Diretor incorpora exigências e estímulos para soluções ambientais, eficiência energética e requalificação de edifícios existentes.

Para um escritório de arquitetura, conhecer profundamente o Plano Diretor significa não apenas cumprir exigências legais, mas transformar restrições em oportunidades de projeto, fazendo arquitetura como instrumento catalisador de qualificação urbanística. É nesse ponto que a técnica se alia à criatividade: encontrar soluções arquitetônicas que respeitam as normas e, ao mesmo tempo, oferecem inovação, qualidade de vida e valor agregado.

Tendências nos planos diretores contemporâneos

A atualização dos planos diretores nas principais cidades brasileiras têm incorporado novas preocupações e soluções, que refletem transformações globais no urbanismo. Entre as tendências, destacam-se:

  • Adensamento inteligente – concentrar crescimento em regiões já dotadas de infraestrutura, reduzindo a expansão desordenada da malha urbana.
  • Uso misto dos espaços – permitir a convivência de moradia, comércio, serviços e lazer em um mesmo território, reduzindo deslocamentos e incentivando a vitalidade urbana.
  • Mobilidade sustentável – priorização do transporte coletivo, ciclovias e calçadas acessíveis, reduzindo a dependência do automóvel.
  • Retrofit e requalificação urbana – incentivo à modernização de edifícios existentes, especialmente em áreas centrais, para evitar a ociosidade e estimular a vida urbana.
  • Sustentabilidade ambiental – proteção de áreas verdes, gestão de recursos hídricos e exigências de eficiência energética em novos empreendimentos.

 

O caso de Belo Horizonte

Um exemplo recente é Belo Horizonte, que em 2024 aprovou uma lei de incentivo ao retrofit, conectada às diretrizes do Plano Diretor. A legislação flexibiliza o uso de imóveis subutilizados no hipercentro, permitindo sua adaptação para habitação, comércio ou serviços. O objetivo é revitalizar a região central, atrair investimentos e aumentar a diversidade de usos, em linha com tendências globais de reocupação de áreas urbanas consolidadas.

Esse movimento mostra como o Plano Diretor não é apenas um documento normativo, mas um instrumento dinâmico, capaz de se atualizar para responder às necessidades reais da cidade e de seus habitantes.

Um olhar para o futuro das cidades

Mais do que cumprir exigências legais, compreender o Plano Diretor é uma forma de enxergar a cidade em perspectiva. Para arquitetos e urbanistas, ele se torna uma ferramenta de projeto, capaz de direcionar soluções criativas e inovadoras que estejam alinhadas ao futuro da cidade.

Projetar em sintonia com o Plano Diretor significa construir obras que não apenas se adequam às normas, mas que amplificam o impacto positivo da arquitetura no espaço urbano e na vida das pessoas.

Como a Dávila integra o Plano Diretor em seus projetos

Na Dávila, compreender o Plano Diretor faz parte de cada etapa de concepção. Nossa atuação integra conhecimento técnico, leitura crítica da legislação e criatividade arquitetônica para transformar diretrizes urbanísticas em soluções que geram valor para clientes e para a cidade.

É assim que buscamos contribuir para o desenvolvimento de espaços mais humanos, eficientes e sustentáveis, alinhando a visão estratégica da arquitetura às escolhas que moldam o ambiente urbano.

Como transformar exigências normativas em diferencial competitivo na arquitetura

Na arquitetura, as normas e leis costumam ser vistas como barreiras criativas, um conjunto de restrições que “engessam” o processo. Mas, na prática, elas podem ser exatamente o contrário: um trampolim para a inovação e para a construção de um diferencial competitivo real.

O primeiro passo é compreender que cada norma ou lei nasceu para responder a necessidades concretas da sociedade. O Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001), por exemplo, não é apenas um conjunto de diretrizes urbanísticas: ele expressa a busca por cidades mais justas e funcionais. A NBR 9050 e o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) não são simples obrigações técnicas, mas instrumentos que garantem autonomia e inclusão a todos. Regulamentações específicas, como a RDC 50/2002, referência nacional para projetos de saúde, surgiram para equilibrar viabilidade econômica e segurança em empreendimentos hospitalares e continuam sendo fundamentais, mesmo necessitando de atualização para refletir os avanços da medicina e da tecnologia.

Quando interpretadas de forma crítica, essas regras deixam de ser “a letra fria da lei” e passam a ser matéria-prima de soluções criativas. Um exemplo claro está na aplicação do BIM (Building Information Modeling), incentivado pela Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021). Escritórios que dominam essa metodologia não apenas atendem ao que é exigido em obras públicas, mas ganham eficiência, precisão e vantagem competitiva.

Em qualquer setor, especialmente na saúde, onde o investimento é alto e a responsabilidade é enorme, as normas funcionam como um mapa. Elas indicam o caminho mínimo aceitável, mas a excelência está em ir além. Cumprir a norma garante aprovação; superá-la garante relevância.

O verdadeiro diferencial nasce quando o arquiteto transforma exigências em oportunidades:

– Antecipando o impacto de leis e decretos já na fase de conceito.

– Usando padrões técnicos para aumentar a performance e a durabilidade da obra.

– Traduzindo regras em soluções que melhorem a experiência de quem vai usar o espaço.

No fim, um projeto de qualidade sempre vai atender às normas, mas vai muito além delas. Quando vistas como aliadas, as exigências normativas deixam de ser obstáculos e passam a ser parte da assinatura de um trabalho bem-feito.

É com essa visão que, em seus 36 anos de atuação, a Dávila criou mais de 7.300 projetos integrando conhecimento técnico, interpretação crítica e inovação para criar soluções que atendam às leis, mas sobretudo às pessoas que vão viver e trabalhar nos espaços que projetamos.

Na sua experiência, qual o maior desafio para transformar exigências normativas em valor para o cliente?

Dávila Summer School 2025: aprendizado contínuo para a excelência

Como satisfazer nossos clientes… de verdade? Na Dávila, essa é uma pergunta que nos fazemos constantemente e, ao longo de 36 anos de história, buscamos respostas que evoluem junto com o mercado e as expectativas de quem nos contrata.

Para garantir altos padrões de qualidade, a Dávila aderiu à norma ISO 9001 há quase 23 anos. Essa certificação reflete nosso compromisso em estruturar processos internos que assegurem eficiência, atendimento diferenciado e projetos inovadores. Ao longo dos anos, investimos em tecnologia, qualificação da equipe e aprimoramento contínuo para garantir que cada cliente tenha uma experiência única e satisfatória.

Dávila Summer School: capacitação e melhoria contínua

Como parte dessa busca incessante por qualidade, realizamos a primeira edição da Dávila Summer School neste verão. Ouvimos frequentemente de nossos clientes, parceiros e colaboradores que a Dávila “é uma escola” – um ambiente que estimula o aprendizado contínuo e o desenvolvimento profissional na arquitetura e urbanismo.

O programa reuniu 13 disciplinas essenciais, abordando temas como Processos e Práticas Projetuais em Arquitetura e Urbanismo, Sustentabilidade, Mercado Imobiliário, BIM (Building Information Modeling) e a importância da análise crítica e do feedback estruturado. Foram 1.276 horas de capacitação, com o objetivo de aprimorar a execução dos projetos, reduzir erros, aumentar a criatividade e entregar resultados alinhados às expectativas dos clientes.

Excelência em cada projeto

O encerramento da Summer School foi celebrado com um festival de picolés, mas sabemos que a jornada do conhecimento nunca termina. A Dávila sempre se destacou não apenas pela criação de projetos arquitetônicos inovadores, mas também pelo compromisso com a troca de conhecimento e aprimoramento contínuo.

Se você deseja conhecer mais sobre nossos processos educativos e nossa metodologia, entre em contato conosco ou acompanhe nossos projetos. Estamos sempre prontos para compartilhar nosso aprendizado e continuar evoluindo junto com o mercado.

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Belo Horizonte: laboratório de ideias

Logo no início de suas atividades em Belo Horizonte, em 1989, a Dávila inseria-se em um ambiente arquitetônico marcado por projetos com características brutalistas. O brutalismo era uma tendência típica da virada dos anos 1970 para 1980, mas ainda estava muito em voga na cidade naquele período.

Para os projetos imobiliários na capital mineira, no entanto, a proposta arquitetônica da Dávila era bem diferente. Uma das iniciativas, exemplificada pelo Edifício Wall Street, foi o estabelecimento de uma relação mais distinta com o ambiente urbano, por meio de áreas mais gentis à cidade. Neste projeto, criamos uma praça pública a partir do espaço privado do edifício, até hoje considerada uma ideia ousada. Na mesma época, o respeito com o entorno existente e principalmente com elementos ambientais também foi reproduzido em outro projeto, o do Edifício Address Savassi, que preservou uma árvore gigantesca dentro do lote. Desde então, projetos que dialogam com o espaço urbano, atenuando as fronteiras entre o público e o privado têm sido uma marca registrada da Dávila.

Laboratório de inovações

O relacionamento positivo com a cidade veio também por meio da expressão formal, sempre aliada à coerência arquitetônica (ocupação, legislação, conceito). Ao mesmo tempo, buscávamos revestimentos e acabamentos específicos para dar personalidade ao edifício. É o caso do Edifício Villagio, primeira sede da Dávila, no qual os destaques são as vedações e o volume escalonado que apresenta referências pós-modernas. Outro exemplo é o Enterprise Center. A caixa d’água do prédio, sempre um volume problemático nos projetos brasileiros, ganhou uma forma criativa: um desenho que remete a um lápis ou foguete.

As inovações não pararam por aí. Portanto a meta de transformar desafios em oportunidades se encaixava com perfeição nos projetos da Dávila no início dos anos 1990. Diante do que, a princípio, pareciam dificuldades, como uma legislação restritiva, o tamanho ou a forma desfavoráveis de um terreno, o escritório desenvolveu produtos únicos a partir do espaço existente. O Edifício Greenwich foi um deles. Em função do lote estreito, a solução arquitetônica adotou apartamentos duplex que se tornaram referenciais no mercado imobiliário de Belo Horizonte.

Com a evolução do escritório ao longo dos anos, desenvolvemos centenas de projetos, sempre respeitando toda a gama de públicos envolvidos em cada empreendimento. Este respeito significa busca pela inovação em um sentido amplo. Queremos presentear a cidade com espaços públicos surpreendentes, que atendam às demandas dos empreendedores e encantem os usuários com soluções funcionais e singulares.

 

Tendência: edifícios residenciais com adega

Os vinhos são um símbolo universal de confraternização e receptividade. Uma das bebidas mais antigas e tradicionais do mundo, produzida e consumida nos mais diversos países, o vinho vem conquistando cada vez mais admiradores. Acompanhando esta tendência, alguns empreendedores no mercado imobiliário da Grande BH, como as construtoras Patrimar e Somattos enxergaram a oportunidade de oferecer um espaço apropriado para o armazenamento desta preciosa bebida em seus novos empreendimentos.

Edifícios premiados com o Master Imobiliário, como o ‘L’Essence’ e ‘Apogée’, integrantes do elegante ‘La Reserve’, bem como o mais recente ‘Le Sommet’ são torres residenciais de alto luxo projetadas pela Dávila Arquitetura para estes empreendedores e que se encaixam neste portfolio que valoriza o vinho.

A proposta, explica Cadu Rocha, arquiteto e diretor da Dávila, é oferecer espaços climatizados para o armazenamento da coleção de vinhos de cada morador. Na prática, um ambiente charmoso e tecnicamente preparado para se configurar como uma moderna adega é posicionado em ponto de fácil acesso aos moradores do condomínio. Nesta adega, cuidadosamente prevista no projeto inicial do edifício, cada morador tem um espaço próprio para guardar suas preciosas bebidas, garantindo sua preservação e integridade ao longo do tempo.

“Ao mesmo tempo em que libera espaço da unidade tipo, o armazenamento concentrado na adega do condomínio garante a individualidade de cada morador, com o benefício da estrutura de climatização e conservação ser compartilhada. Por outro lado, o espaço também pode funcionar como um ponto de encontro, onde os apreciadores do vinho ocasionalmente se encontram, compartilhando gostos, experiências e trocando sugestões.”, complementa Cadu Rocha. Este tipo de iniciativa, afirma o arquiteto da Dávila, demonstra como a arquitetura evoluiu constantemente, acompanhando as mudanças no mercado, concluindo que “A mudança de hábitos, que inclusive vão se tornando mais exclusivos e sofisticados, é uma realidade percebida pelos empreendedores, com os quais dialogamos constantemente buscando adequar nossas soluções ao que as pessoas realmente procuram”.

‘LA RESERVE’ RECEBE O PRÊMIO MASTER IMOBILIÁRIO

Pela décima vez, um projeto da Dávila recebe o prêmio máximo do mercado imobiliário brasileiro. Com arquitetura assinada pela Dávila para a Patrimar/Somattos, as torres L’Essence e Apogée – integrantes do complexo ‘La Reserve’ – acabam de ser agraciadas em São Paulo com o Prêmio Master Imobiliário. Destacado na categoria ‘Empreendimento Residencial’, o complexo localizado em Nova Lima (MG), nos limites de Belo Horizonte, é um dos mais luxuosos da região da capital mineira e do país, chegando a redefinir o conceito de altíssimo padrão. Na mesma vizinhança, outros projetos da Dávila como o Gran Lider Olympus e o Concordia Corporate também já receberam o Master Imobiliário, consolidando e confirmando a expertise da Dávila em projetos para o mercado.

O Arq. Alberto Dávila, fundador e presidente do escritório, ressalta que ‘este prêmio é conhecido por destacar empreendimentos que sejam tanto um sucesso comercial quanto tragam diferenciais que o tornem único no mercado imobiliário. Não há dúvida que este sucesso resulta e só é possível a partir de um esforço conjunto entre empreendedores, projetistas e comercializadores.’ No entanto, acrescenta Alberto, cabe a um conceito cuidadoso e inovador, o papel preponderante na caracterização de um empreendimento de destaque como o La Reserve, complementando que “a relevância da arquitetura da Dávila, novamente premiada pelo segmento imobiliário, reafirma a ampla conexão de nosso escritório com as demandas dos empreendedores e dos adquirentes”.

As duas torres projetadas pela Dávila para o La Reserve – L’Essence e Apogée – definem o caráter único do empreendimento, que se destaca na paisagem ondulada das montanhas ao sul da capital mineira. Um dos diferenciais das torres, cada uma com 30 pavimentos e 3 subslos, são justamente as vistas espetaculares do entorno que oferecem a moradores e visitantes. Explorando esta relação especial com o horizonte, a arquitetura da Dávila previu generosas vidraças panorâmicas no sistema ‘Sky Window’, em muitos trechos protegidas por brises horizontais os quais se contrapõem à imponente verticalidade das torres e lhes conferindo ritmo.

Com traços sóbrios e elegantes cuidadosamente estudados pela Dávila, conforme explica o Arq. Afonso Walace, o design das torres faz referência ao modernismo brasileiro, ao mesmo tempo incorporando características contemporâneas e futuristas. Segundo o arquiteto, desta forma o projeto do L’Essence e Apogée é capaz de aliar o melhor da arquitetura universal de todos os tempos a uma proposta de sofisticação que deve se manter atual através dos anos.

As 24 espaçosas unidades residenciais em cada torre têm área entre 478 e 671m², 4 ou 5 suítes, além de Suíte Master com 2 closets e dois banhos. O pé-direito exclusivo, com quase 4 metros garante uma proporção perfeita entre o espaço horizontal e vertical das unidades, configurando mansões suspensas a uma completíssima estrutura de lazer e bem-estar. “O La Reserve, com nossas torres L’Essence a Apogée é o tipo de projeto que coroa uma trajetória.” afirma Alberto Dávila. “No nosso caso, simboliza a reunião de toda nossa experiência e tradição a uma incansável busca pela inovação. Uma conexão bem lapidada entre o aprendizado e o arrojo resulta em empreendimentos especiais e premiados como esse”, complementa Dávila.

Site do empreendimento: http://lareserve.com.br/lessence

Site do empreendimento: http://lareserve.com.br/apogee

Encontrando um lote e construindo sua casa: do sonho à realidade.

O contexto social e econômico que vivemos reviveu o sonho de muitas famílias em adquirir um lote para construir nele a residência dos sonhos. Uma suposta maior liberdade no estilo de vida, na própria arquitetura da residência, mais bem adaptada aos futuros moradores e a possibilidade de um contato pessoal com o ar livre e o ambiente têm sido alguns dos fatores motivadores. Se por um lado este movimento fortalece e estimula o desenvolvimento dos empreendimentos urbanísticos, por outro pode trazer muitas dúvidas àqueles que fazem a opção por adquirir um lote. Nesta entrevista, o Arquiteto Alberto Dávila responde a algumas dúvidas comuns àqueles que estão à procura de lotes para aquisição, inclusive sugerindo que um arquiteto e urbanista seja contratado para assessorar o processo de compra.

 

O que levar em conta na hora de comprar um lote?
A primeira coisa a ser considerada são as dimensões e o formato do terreno. O adquirente deve analisar se é realmente possível construir o projeto de seus sonhos naquele lote, incluindo diversos requisitos. Em termos ambientais, a declividade do terreno deve ser verificada, uma vez que terrenos com declividade acentuada são de mais difícil aproveitamento e construção mais onerosa, além de potenciais riscos de deslizamentos. A qualidade do solo também deve ser verificada: trata-se de um terreno com aterro ou desaterro? O terreno é alagadiço? Como é a insolação – que afetará o posicionamento dos ambientes e de uma piscina, por exemplo – e a ventilação local, com a percepção dos ventos dominantes? Todos estes itens e outros podem afetar a qualidade do imóvel que será construído e os custos de construção. Também é indispensável analisar a legislação local em relação ao potencial construtivo do lote, bem como dos lotes vizinhos. Se nas áreas adjacentes forem admitidas construções de maior porte, sua futura residência poderá ser devassada visualmente ou ter seus condicionantes ambientais afetados e até prejudicados, em relação à ventilação, trânsito local, ruídos, etc.

 

Em se tratando da aquisição de terrenos em bairros ou loteamentos novos, existem cuidados específicos?
Deve-se conferir se a infraestrutura prevista é suficiente para a expectativa de ocupação e população do bairro ou loteamento. Os acessos viários merecem um cuidado especial, pois devem existir previamente à construção do loteamento, chegando até a sua entrada. Neste caso, é recomendável não confiar em promessas de governos ou dos próprios vendedores. Também é importante que a infraestrutura básica seja toda entregue pelo incorporador juntamente com o lote, incluindo água, esgoto, energia, asfalto e até mesmo calçadas.

É bom verificar se nas proximidades já existe uma infraestrutura de comércio e serviços de conveniência, além de serviços de saúde, educação e lazer. A existência de áreas verdes, principalmente de uso coletivo são importantes por contribuírem para um microclima favorável ao lote, com a absorção do ruído urbano, enquanto oferecem ar puro e conforto visual. Ao mesmo tempo, é desejável que o lote adquirido não fique próximo a equipamentos que possam gerar um movimento excessivo, incômodos e ruídos.

Enfim, é conveniente considerar a localização do lote em relação a centros urbanos, levando em conta o potencial de valorização no futuro, sendo que a disponibilidade e a qualidade de sistemas de transporte urbano costumam valorizar o empreendimento.

Uma sugestão útil é contratar um arquiteto e urbanista para apoio antes mesmo da aquisição de um lote. Este profissional poderá avaliar a qualidade do projeto urbanístico, prevendo futuros problemas no loteamento ou no lote específico que está em consideração. O arquiteto e urbanista poderá explorar os pontos negativos e positivos de cada lote em análise, verificando riscos e também o potencial que cada lote tem para se desenvolver uma arquitetura adequada às necessidades do adquirente.

 

Quais cuidados devem ser adotados em relação a documentação do loteamento?
Deve ser confirmado o registro cartorial do empreendimento onde está o lote, verificando por exemplo, a existência de hipotecas ou dívidas relacionadas ao terreno. É bom também analisar a idoneidade dos empreendedores, pesquisando e até mesmo visitando outros empreendimentos por eles realizados, inclusive para conferir a qualidade da execução de obras semelhantes. Para quem puder pagar, é interessante recorrer a escritórios de advocacia antes da aquisição do terreno. Estes profissionais podem prestar assessoria jurídica na verificação dos documentos e registros relacionados ao imóvel.

 

Como deve ser o planejamento do projeto para o lote adquirido?
Imagina-se que quem adquire um lote tem intenção de construir uma casa, provavelmente a residência para sua família. Então a pessoa deve analisar seu próprio estilo de vida, procurando definir quais objetivos pretende alcançar com o novo imóvel, incluindo seu planejamento familiar para o médio e longo prazos. Isto porque aquilo que pode lhe parecer bom e adequado no presente, pode ser avaliado de outra maneira no futuro, quando o indivíduo e sua família evoluírem.

Embora seja conveniente que o imóvel seja customizado, desenhado e projetado bem de acordo com o estilo da família, deve ser levado em conta que se trata de um investimento imobiliário que estará sujeito às necessidades do mercado imobiliário. Isto considerado, é aconselhável que se evite exageros e fantasias arquitetônicas, bem como uma personalização excessiva na planta, na fachada e na volumetria. Quando se cria um imóvel extremamente diferenciado em relação ao que é comumente encontrado no mercado, isto pode ser um fator positivo, é claro, mas também pode desvalorizar o imóvel ou dificultar sua venda em caso de necessidade.

 

Seria mais econômico começar a construção ‘do zero’, ao invés de reformar um imóvel existente?
Em relação às casas, eu diria que sim, é mais econômico começar do zero. Há, é claro, uma questão importante a ser considerada, que é a da sustentabilidade. Quando aproveitamos construções existentes, pode haver uma economia de materiais e energia e, portanto, uma economia de recursos do planeta. Esta economia não é automática, depende do projeto e da extensão da intervenção no imóvel existente. No entanto, não raro as reformas ficam mais caras do que a construção de uma nova edificação e ainda sob o risco de não se alcançar o resultado desejado. Por outro lado, construindo uma nova edificação, do ‘zero’, desenvolve-se um programa e uma estética arquitetônica mais identificados com as necessidades e expectativas do proprietário e mais afinadas com os estilos de vida contemporâneos.

O que ocorre é que, especialmente em imóveis mais antigos, digamos, com mais de 20 ou 25 anos de construção, pode ser interessante demoli-los ao invés de reformá-los. Nestes casos, o custo da reforma pode ser superior ao de uma nova construção e o resultado pode ser uma edificação que ainda manterá muitos vícios ou defeitos indesejados. Na prática, há casos de reformas e retrofits em edifícios mais antigos que ficam mais caros do que uma nova construção, inclusive demandando um maior gasto de matéria. Nestas situações, a opção pela reforma não é de ordem econômica, mas de outras esferas, envolvendo inclusive questões sentimentais.

 

Há realmente vantagens em se adquirir um lote vazio?
Claro que sim, desde que sejam tomados estes cuidados que mencionamos, dentre outros. Para começar, é um investimento. Comparando com um apartamento ou casa pronta, tem a vantagem de envolver um aporte de recursos bem menor. O adquirente não precisa construir imediatamente e este investimento cabe no bolso de muitas famílias. Além disso, a construção pode ser feita por etapas, também fazendo o investimento se encaixar na capacidade financeira da família.

Na prática, pelo menos no Brasil, não é comum vermos um lote se desvalorizar, embora certamente haja lotes que se valorizam bem mais que os outros. Olhando pelo ponto de vista do investidor, é possível que existam investimentos financeiros que ocasionalmente possam ser mais vantajosos, embora também envolvendo riscos maiores.

Outra vantagem significativa é que o imóvel construído no novo lote poderá ser desenvolvido sob medida, de acordo com o gosto de quem está construindo. Há uma certa liberdade para se moldar a edificação às necessidades de quem constrói. No entanto, observamos que no mercado imobiliário há hoje um importante movimento que garante aos adquirentes de novos apartamentos um significativo grau de personalização. Então, se são vários os fatores que envolvem a opção pela compra de um lote e a construção de uma residência nele, incluindo o estilo de vida e os sonhos dos compradores, além dos recursos disponíveis, não há como negar que se trata de um bom investimento.

Uma arquitetura residencial pós-pan (parte 9 de 9)

Hoje concluímos, aqui no Davilabs, nossa proposta para o desenvolvimento de uma arquitetura residencial ‘pós-pandemia’. Após apresentarmos algumas diretrizes básicas a serem contempladas pelos projetos, como: “Saúde & Bem-estar”, “Higiene” e “Trabalho (em casa)”, introduzimos um protótipo de apartamento por nós desenvolvido com base nestas premissas. No protótipo, definimos três espaços principais que ilustram como o acompanhamento destas orientações aconteceria na prática, a começar pelo Multihall, um espaço de articulação de chegada e saída e de higiene. O segundo ambiente sobre o qual discorremos foi a ‘Sala de Bem-estar’, um espaço que se torna o núcleo da nova residência e local onde todo mundo vai querer estar. O terceiro e último ambiente é o espaço que apresentaremos hoje, um modelo revisitado de escritório, dentro do ambiente doméstico e que denominamos como “Escridorme”.

Versatilidade e conforto no trabalho

Até alguns anos atrás, os escritórios eram um espaço quase obrigatório em residências de altíssimo padrão. Muitas vezes tinha uma função apenas cosmética e de status, mas seu posicionamento conectado à área social da residência, era uma opção inteligente. No contexto pós-pandemia, ou mesmo à parte dele, com a natural evolução do trabalho remoto, os escritórios voltam a ter grande relevância para variados estratos sociais e residências de qualquer porte. Se com a integração dos espaços domésticos os escritórios foram se dissolvendo e se mesclando com a área de estar, ou até mesmo se transformando em uma simples mesa de trabalho nos dormitórios, hoje já se percebe que, em nome da privacidade e da concentração, um ambiente exclusivo e dedicado ao trabalho é muito importante para o contexto doméstico de uma residência do século XXI.

Uma vez que a demanda por espaço para o trabalho na residência tende a ser comum aos apartamentos a partir de uma certa área, nossa aposta foi em um espaço versátil, que pudesse ser apropriado de forma customizada pelos moradores. Surge então nossa proposta do ‘Escridorme’, um espaço misto entre escritório e dormitório.

Na prática, o Escridorme é uma ‘suíte avançada’ da residência, posicionada ao lado da entrada (conveniente na eventualidade da recepção de clientes e colegas de trabalho) cujo banho é compartilhado com o Multihall, através de uma segunda porta. Desta maneira, moradores e visitantes podem utilizar este banho como lavabo opcional (adicional ao que está embutido no Multihall) ou podem tomar banho antes de adentrarem efetivamente na residência.

O Escridorme também adere ao conceito urban jungle, enquanto se conecta à varanda e faceia a Sala de Bem-estar: se o morador preferir, pode optar por eliminar uma parede e ampliar a sala, caso julgue conveniente integrar o escritório àquele ambiente. Outra vantagem do Escridorme é poder funcionar plenamente como uma suíte, com o diferencial de oferecer um acesso independente ao restante do apartamento. Esta opção é conveniente para adolescentes e jovens ou, ainda, residentes seniores que desejem privacidade e individualidade, inclusive com acesso rápido à área de serviço e cozinha.

Conclusão

É com este simpático espaço resgatado do passado e repaginado para a realidade contemporânea, que encerramos esta nossa série no Davilabs, dedicada a explorar possibilidades para a arquitetura residencial, sob a provocação do ambiente pandêmico.

Nossa intenção foi produzir um pouco de alívio neste contexto triste e conturbado, oferecendo uma visão otimista de como a criatividade pode nos fortalecer diante das adversidades e para explorar possibilidades. Em momentos como este, crescemos e aprendemos muito e, por esta razão, nosso desejo foi o de compartilhar com você um pouco daquilo que estamos elaborando para o futuro.

Em toda caminhada, o aprendizado é muito importante. As lições que aprendemos ao longo de um processo muitas vezes nos trazem frutos ainda mais prolíficos que a contemplação de seus objetivos mais imediatos. Por isso desejamos-lhe uma excelente caminhada na direção de um futuro melhor, com saúde e realizações. Conte sempre com a nossa companhia para projetar este novo futuro.

Uma arquitetura residencial pós-pan (parte 8 de 9)

Estar em casa: acima de tudo, um prazer.

Nesta sequência de publicações no Davilabs em que exploramos conceitos para as residências a partir do aprendizado com a pandemia, o segundo espaço que propomos experimentalmente é a ‘Sala de Bem-estar’. Se este ambiente atende pelo menos uma das premissas que apresentamos inicialmente, a da ‘Saúde e Bem-Estar’, a depender do estilo de vida dos moradores, também pode contemplar a premissa do ‘Trabalho (em casa)’.

O conceito de bem-estar já vinha sendo desenvolvido de maneira mais enfática em espaços corporativos e agora ganha força na esfera residencial. Sem deixar de lado a beleza e o impacto visual, prescinde-se aqui da ostentação em benefício do real conforto daqueles que utilizarão a sala constantemente, ou seja, os próprios moradores. Assim, a antiga Sala de Estar passa a ser denominada ‘Sala de Bem-estar’.

Voltado ao entretenimento e a uma permanência agradável aos moradores, este espaço social não depende das visitas para se justificar. Pelo contrário, é utilizado intensamente pelos moradores em seu cotidiano e é palco para as principais interações humanas e familiares. Isto inclui o lazer e o entretenimento, ou mesmo o puro ócio, além das refeições, uma vez que o ambiente se integra diretamente à sala de jantar e copa. O trabalho em casa também é possível na ‘Sala de Bem-estar’, para as pessoas que se sentem mais produtivas quando recebem estímulos simultâneos e variados e que se sentem mais confortáveis em espaços mais amplos.

A opção é por ambientes abertos, fluidos e integrados. No entanto, segundo a opção do morador e recorrendo a soluções da arquitetura de interiores, é possível definir espaços um pouco mais reservados, marcando de forma mais intensa os usos diferenciados (estar; lazer; entretenimento; socialização; alimentação; contemplação do verde; trabalho em casa; etc).

Um dos pontos essenciais para a promoção de uma permanência agradável em casa é a farta iluminação e ventilação naturais, além do recurso ao ‘verde’. Por isso, a Sala de Bem-Estar conecta-se intensamente à varanda. A partir dali, do ambiente ‘externo’, as plantas avançam para o espaço interno da residência e a ocupam. Este movimento de radicalização do verde no interior das habitações é denominado urban jungle. Seu propósito é humanizar e ‘acalmar’ os residentes, além de promover sua saúde física e mental. Uma boa pedida para alcançar este objetivo é pensar na instalação das plantas em camadas: verticais, horizontais, dentro e fora e em múltiplos planos, de maneira que a presença do verde entre os ambientes se torna mais intensa, natural e fluida.

Em nosso próximo e último texto no Davilabs sobre nossa proposta para residências ‘pós-pan’, apresentaremos de forma mais detalhada o ‘Escridorme’, um misto de escritório e dormitório. Até lá!