O Via Ômega é uma jóia rara, minuciosamente esculpida pela Via Empreendimentos a partir do projeto da Dávila Arquitetura. Localizado em nobre vizinhança de Brasília – a 404 Sul – o edifício estará implantado em um dos primeiros setores ocupados no Plano Piloto da nova capital, finalmente completando a superquadra. Tão nobre companhia inspirou o conceito arquitetônico como uma homenagem ao período de ouro da criatividade brasileira, o modernismo, evidenciando sua contemporaneidade.
O Ômega é um edifício residencial composto por lofts lineares ou duplex, variando entre 33 e 113m², entre 14 opções de planta disponíveis. Graças à disposição interna do volume, apenas dois pavimentos de circulação – ao invés dos três tradicionais - foram necessários para permitir o acesso às unidades do empreendimento, que são todas vazadas (com ventilação cruzada). Com portaria centralizada e elevadores de última geração, o conforto individual é complementado por uma ampla estrutura de lazer, do salão de festas no pilotis à piscina aquecida na cobertura, passando pela sauna úmida com passagem subaquática, sala de descanso, fitness, espaço gourmet com churrasqueira e solarium.
Do lado externo, o prisma puro que conforma o volume do edifício integra-se perfeitamente em escala e linguagem aos vizinhos, porém acrescentando em personalidade e ousadia. A modulação da fachada estabelece um ritmo entre quadrados de variadas dimensões que remetem ao mestre Mondrian, eventualmente coloridos com as cores básicas vermelho, amarelo e azul. Este jogo geométrico alude a três conceitos: identidade (formas idênticas, o quadrado); variedade (figuras em proporções diferenciadas) e personalidade (várias cores, dispostas de maneira livre). Realizada em alumínio composto, a fachada conta ainda com brises de alumínio e vidros verdes.
No pilotis, o Via Ômega, que conta ainda com dois subsolos de garagem, registra mais um tributo às origens da capital. Um generoso pé-direito é produzido pelos imponentes pilares de seção circular que “soltam” o bloco do piso, assim viabilizando a intercalação de volumes complementares de uma forma mais livre. Usando diagonais e curvas que movimentam a entrada do edifício e o salão de festas, estes volumes, inclusive, estão revestidos por azulejos que aludem à memória de Athos Bulcão, artista cuja técnica marcante povoou, por várias décadas, a inovadora e única arquitetura brasiliense. |